quarta-feira, 30 de janeiro de 2008



"Uma ponte em Paranaguá"

Esta é uma obra baseada em uma foto em que eu apareço, mas é claro que eu não pintei a minha figura (ela era menos importante).

Minha avó paterna costumava passear muito comigo e quando nossa família ia à praia também passávamos pela cidade de Paranaguá para pagar as contas referentes à casa de veraneio (que era no Balneário de Ipanema, ainda sob supervisão da cidade histórica de Paranaguá).

É um tempo que não volta mais, este é um quadro muito melancólico, pois me lembra quando meu avô era vivo. Fazíamos coisas muito legais e hoje nem visito minha avó razoavelmente como ela merecia, acho que ela se sente esquecida e sozinha. Lembro quando eu ia ao litoral com meus amigos e visitava a casa de meus avós sem avisar, meu avô quase chorava de emoção e não sabia como agradecer a visita. Em uma dessas visitas ele ficou tão alegre que me deu um livro que eu queria muito, então fiquei bem mais alegre que ele (era a obra completa de Salvador Dalí).

"Tristeza não tem fim, felicidade sim."

2 comentários:

Luiza Stolz disse...

''O que você acredita que é um artista? Um imbecil que só tem olhos se for pintor, ouvidos se for músico, ou uma lira em todos os andares do coração se for poeta? Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser estético, constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na forma como realiza sua obra. Como seria possível desinteressar-se dos outros homens? Graças a qual indolência, dissociar-se de uma vida que eles lhe trazem de modo tão abundante? Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.''
Pablo Picasso

sandra disse...

Seus quadros são lindos, vc é lindo, como vc se refere a seu avô é muito lindo...Te amo muito meu sobrinho, saudades.