quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Há vida em marte?



Fiquei muito triste por causa da última vez em que li O Pequeno Príncipe.

Aquele garoto tão ingênuo e com tanta facilidade pra deixar sua casa poderia ter conhecido outros lugares,mas não aqui, a nossa suja terra.
Ele é muito triste. Cheio de dúvidas também. Penso no que ele estava pensando quando conheceu o bêbado. Alí ele aprendeu o que era um "Círculo vicioso", e quando conheceu o Rei? Aquilo é o exemplo perfeito dos governantes , podemos dizer, de qualquer lugar aqui na terra.
Esses dias atrás, estava eu em uma fila de um banco e uma senhora de elevada idade perguntou-me onde era o final da fila e respondi-lhe que ela não precisaria enfrentar, pois seria atendida sem delongas e perturbações. A lei garante isso a ela. Um senhor muito irado cortou minha fala ao meio e disse "o final é alí"! Já retruquei instantaneamente que ela não precisaria ir ao final da fila e que se todos pensassem como aquele homem estaríamos em algum tempo nos pendurando em árvores novamente.
"Nós iremos nos pendurar em árvores novamente"! Foi o que pensei quando ouvi uma reportagem sobre uma lei que proibirá os alunos paulistas de usarem celulares em sala de aula. Imagine você, que quando eu, Ramon, chegasse a ver um aluno com um telefone. Logo chamaria a polícia, pois somente ela tem o poder de aplicar a lei, e "resolveria" todo o problema.
Poderei atuar em filme de Stanley Kubrick, jogando um osso para o alto ao som de Strauss.
Ao pequeno Príncipe: - Espero encontrar-te, quando regredirmos e todo o mundo viver em sua selvageria sem que ninguém escreva nada sobre o assunto.

2 comentários:

Paulão Fardadão disse...

Eu chorei lendo o pequeno príncipe. Na sala de aula... A Gislete se cagou de dar risada...

Mania q tenho de me importar mais com as palavras que com as pessoas.

Pietro Arnaud disse...

REGRESSÃO ESPIRITUAL, MACHINES E HOMENS NAS FILAS DOS BANCOS.

As filas dos bancos são a prova de nossa desorganização social, e de nossa brutalidade, assim como nossa involução espiritual. Lendo seu texto, refleti sobre as características das pessoas que freqüentam os bancos cotidianamente, e que retratam perfeitamente a imagem do “homens Modernus”.
A correria para pagar uma conta, trocar um cheque, fez com que o homem transformar-se em um ser acéfalo, automático, que não observa os próprios pensamentos ou sentimentos. Um verdadeiro autômato.
Quem sabe isso não seja nem pré-histórico. O homem pré-histórico é instintivo, o homens modernus não é.
Transformou-se num robô programado por um sistema burro. Que não observa o mundo e nem a si mesmo. O Homem da fila do banco, não é homem, pois para ser homem é necessário sentir e pensar. O homem da fila do banco não é nada, pois para ser é necessário querer ser. Para ser é necessário poder ser. E o homem cotidiano não quer e não pode.